Pavilhão Domingos Soares Ferreira Penna (Rocinha)

No século XIX, um tipo especial de habitação espalhou-se pelos arredores de Belém. As rocinhas, como eram chamadas, constituíram-se em vivendas rurais características da cidade, utilizadas por seus proprietários como casa para temporadas de descanso. A rocinha do Museu Paraense Emílio Goeldi foi construída em 1879 para a residência de Bento José da Silva Santos, cujas iniciais ainda podem ser lidas no alto da porta central. Em 1895, foi adquirida pelo Governo do Pará para a instalação do museu, sem uma sede definida desde que fora criado, em 1866. No prédio, o então diretor, zoólogo Emílio Goeldi (1859-1917), instalou a exposição permanente, gabinetes e a biblioteca.
Esse é um dos poucos exemplares que sobreviveram entre as mais de 300 rocinhas que existiam na cidade – e o único onde é possível a visitação pública. A preservação de suas características arquitetônicas foi garantida por meio de intervenções realizadas na década de 1970 e em 2003-2005, quando o prédio foi restaurado e adaptado. Desde então, abriga as exposições, o Centro de Visitantes e o Serviço de Educação do Museu Goeldi. O nome do edifício homenageia o criador do museu, o mineiro Domingos Soares Ferreira Penna (1818-1888). Em razão de seu valor artístico e histórico, sua fachada foi adotada como logomarca e símbolo maior da instituição.

 

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